Na última sexta-feira (10), uma comitiva de Caxias do Sul esteve em visita ao CISEPES – Centro Clínico Multiprofissional da FISMA para conhecer as dinâmicas de funcionamento do local. Composta por dez pessoas, a comitiva veio especialmente conhecer o Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista Compreender para Atuar.

Os visitantes reuniram-se com o diretor geral da FISMA Ltda, professor Dr. Ailo Saccol; coordenador geral do CISEPES, psicólogo Marcos Hübner e com a responsável técnica pelas avaliações do Centro Compreender para Atuar, profissional de Educação Física e psicomotricista Amanda Tambara, para buscarem referências de viabilizar um espaço voltado às intervenções e desenvolvimento das potencialidades das pessoas com autismo em Caxias do Sul.

Na oportunidade, o coordenador Marcos Hübner apresentou o projeto teórico, estrutural e profissional que culminou no Centro e as etapas de implementação. “O nosso Centro Compreender para Atuar não se restringe aos atendimentos de famílias e pacientes. A ideia é que possamos colaborar com outros municípios e instituições que se sensibilizam com esta causa e que compactuam com o direito das pessoas de terem um atendimento personalizado, tal como preconiza a legislação, a ética fundamentada nos direitos humanos, e a ciência como norteadora dos métodos e técnicas aplicadas”, ressaltou Hübner.

Estavam presentes na comitiva: a professora Margarete Pauletti, o vereador presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente Rafael Bueno (PDT), o psicólogo Everson Furtado, Viviane Benato, Raquel Hubert e as mães de crianças com autismo a assistente social Nicole Caprini, Patrícia Silveira e a advogada Andrea Argenta Stefenon. Todos puderam dialogar, tirar dúvidas e trocar experiências sobre situações ocorrentes tanto em Caxias do Sul quanto em Santa Maria.

Na ocasião, Patrícia Silveira ponderou sobre o quanto é importante o atendimento não fragmentado entre especialidades. A advogada Andrea Stefenon salientou a necessidade que teve de buscar acompanhamento em Porto Alegre e até mesmo em São Paulo durante o período em que seu filho estava em investigação diagnóstica, pois Caxias do Sul não apresentava o suporte necessário.

Neste caso, a psicomotricista Amanda, explicou sobre os dois tipos de avaliação aplicadas e também sobre o atendimento transdisciplinar que ocorre no Compreender para Atuar. Também importante ressaltar sobre os dois meses prévios de a contratação da equipe base – antes da inauguração do espaço, em que todos puderam se dedicar para estudos em transdisciplinaridade e suas práticas baseadas em evidências. Além disso, os profissionais não atuam somente frente às terapias em suas horas contratuais, pois, há necessidade de efetuar registros, pareceres, prontuários e estudos dos casos. “A terapia para ser efetiva, vai muito além de estimular o paciente, é necessário, enxergar o indivíduo, seu contexto, sua família e sua individualidade”, pontua Amanda.

Na oportunidade, também foi falado sobre o olhar atento que se faz necessário aos jovens e aos adultos com autismo, pois muitos locais estão aptos somente às intervenções direcionadas para crianças. O Centro Compreender para Atuar atende tanto crianças, adolescentes, jovens e adultos em diferentes níveis de suporte.

ESPAÇOS DO CISEPES

Após o diálogo, a comitiva foi convidada para conhecer os espaços do CISEPES em uma visita guiada. Os visitantes puderam conhecer os Centros NeuroClin (Reabilitação Neurofuncional), EnfClin (Cuidados em Enfermagem), PsicoClin (Saúde Mental) e o Centro Compreender para Atuar (autismo) – onde se encantaram com a estrutura da MiniCidade, um recurso terapêutico que simula lugares e se trabalha situações cotidianas.

“Devo enaltecer a iniciativa desta comitiva, afinal com novos espaços de atendimento, de reflexões e de produção de conhecimento, nós do Compreender para Atuar também haveremos de evoluir com o compartilhamento de novas ideias e saberes. Não tenho dúvidas de que Caxias também precisa desses espaços. Logo, espero que a visita tenha inspirado ações que sirvam de alento às famílias de Caxias do Sul e região que convivem com o Espectro Autista”, concluiu Marcos Hübner.

 

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